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Os futuros de alumínio no Reino Unido ultrapassaram US$ 3.500 por tonelada, atingindo o nível mais alto em quase quatro anos, em meio a crescentes preocupações com um aperto mais profundo na oferta global. A guerra envolvendo o Irã praticamente fechou o Estreito de Hormuz, bloqueando embarques provenientes do Golfo Pérsico, que responde por cerca de 9% da produção global de alumínio. Duas grandes fundições — uma no Catar e outra no Bahrein — foram obrigadas a interromper as entregas.
É improvável que a oferta adicional seja totalmente compensada pela China, a maior produtora mundial. A produção chinesa de alumínio deve estagnar neste ano após ter superado o limite imposto pelo governo de 45 milhões de toneladas em 2025, um teto estabelecido para conter o excesso de capacidade. Ao mesmo tempo, os esforços da China para expandir a produção na Indonésia vêm sendo restringidos pela alta dos custos de energia e por obstáculos regulatórios.
Reforçando o aperto no mercado, a Rio Tinto ofereceu alumínio a compradores japoneses com um prêmio de US$ 350 por tonelada para embarques no segundo trimestre. Esses riscos do lado da oferta surgem justamente quando a demanda de setores de rápido crescimento continua a acelerar.