Condições de Negociações
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O real brasileiro fortaleceu-se em direção a 5,46 contra o dólar americano, aproximando-se de seu ponto mais alto em quase um ano, visto pela última vez em 12 de agosto. Este movimento seguiu os recentes desenvolvimentos legais no Brasil que anteriormente haviam aumentado o prêmio de risco do país, acompanhado por uma leve redução nas pressões externas com o enfraquecimento do dólar globalmente antes do simpósio de Jackson Hole. A significativa depreciação do real foi inicialmente impulsionada por um rápido reajuste do risco após uma decisão da Suprema Corte, declarando que leis estrangeiras não têm aplicabilidade doméstica. Esta decisão foi percebida como uma intensificação das tensões entre Brasil e EUA relacionadas às sanções Magnitsky e à recentemente anunciada tarifa de 50% sobre produtos brasileiros por Washington, ambas as quais expandiram os prêmios de risco. Embora a decisão não tenha abordado explicitamente o atrito diplomático entre as duas nações, foi vista como uma medida de proteção para o Ministro Alexandre de Moraes, que está sob sanções dos EUA de acordo com o Magnitsky Act. Este desenvolvimento aumentou a já existente incerteza quanto às políticas fiscais e monetárias do Brasil, introduzindo uma incerteza legal adicional que aumentou ainda mais a aversão ao risco.
