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O real brasileiro enfraqueceu em direção a 5,30 por dólar, atingindo a mínima de seis semanas, à medida que os persistentes temores globais de inflação e uma ampla fuga para ativos de refúgio superaram os sinais hawkish vindos do resiliente mercado de trabalho do Brasil. Os investidores reagiram à perda inesperada de 92.000 empregos nos EUA, um sinal de arrefecimento da economia global, o que pressionou as moedas de mercados emergentes mesmo com o índice do dólar recuando em relação às máximas recentes.
O clima de aversão ao risco tem sido reforçado pela escalada das tensões no Oriente Médio e pelos ataques aéreos israelenses contra infraestrutura iraniana, que mantêm os preços do petróleo Brent elevados, próximos de US$ 90 por barril, reacendendo as preocupações com a inflação. No cenário doméstico, a taxa de desemprego em mínima recorde de 5,4% e as leituras de inflação no meio do mês, ainda teimosamente elevadas, sugerem que o Banco Central pode manter a taxa Selic em um nível restritivo de 15%. No entanto, o atrativo desses juros altos vem sendo ofuscado pela instabilidade geopolítica. Como resultado, o real caminha para uma acentuada perda semanal, à medida que os investidores continuam a favorecer o dólar americano.
