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Em 24 de abril de 2026, a S&P Global Ratings rebaixou a classificação de crédito soberano de longo prazo da Bélgica para AA-, de AA, atribuindo uma perspetiva estável. O rebaixamento reflete desequilíbrios fiscais persistentes e um ritmo lento de consolidação orçamental.
A despesa pública já supera 54% do PIB, um dos níveis mais elevados da União Europeia. O défice orçamental alargou-se para 5,2% do PIB e deverá manter-se próximo desse nível este ano, antes de diminuir gradualmente para cerca de 4,5% até 2029. Segundo a S&P, os esforços para restaurar as finanças públicas têm sido insuficientes e existem riscos significativos para a implementação de reformas estruturais fundamentais, sobretudo no sistema de pensões e no mercado de trabalho.
Prevê-se que o crescimento económico abrande para 0,9% em 2026, face a 1,0% em 2025, num contexto de incertezas persistentes em matéria de energia e comércio, associadas ao conflito que envolve o Irão.
A S&P indicou que futuras melhorias na notação dependerão de uma redução sustentada do défice orçamental e da dívida pública, ao passo que qualquer deterioração adicional da posição fiscal ou económica da Bélgica poderá levar a novos rebaixamentos.
Em comparação, a classificação mais recente da Moody’s para a Bélgica é A1, com perspetiva estável, enquanto a DBRS atribuiu pela última vez à Bélgica a notação AA, também com perspetiva estável.
