Condições de Negociações
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O mercado recuou antes do anúncio do resultado da reunião do FOMC de setembro. Alguns investidores optaram por realizar lucros, já que o desfecho da reunião pode gerar volatilidade no S&P 500. Pela primeira vez desde 1988, há a possibilidade de três dissidentes votarem por um corte imediato de 50 pontos-base — exatamente a medida que Donald Trump vem defendendo. Ao mesmo tempo, qualquer deslize de Jerome Powell durante a coletiva de imprensa pode provocar turbulência.
Quase trinta máximas históricas no S&P 500 continuam atraindo investidores de volta ao mercado de ações dos EUA, que ainda parece caro sob a perspectiva fundamental.
Não é de se espantar que as ações da "Magnificent Seven" sejam negociadas a 43 vezes os lucros esperados para os próximos 12 meses, enquanto a recente disruptora Oracle apresenta um P/L de 67.
O índice do setor de tecnologia do S&P 500 subiu 27% no último ano, impulsionado por um crescimento de 26,9% nos lucros. Em contraste, o S&P excluindo tecnologia avançou apenas 13%, com lucros crescendo apenas 6,4%. Se há uma bolha nas ações dos EUA, certamente ela está fora da Big Tech. Resultados fortes do setor mascararam problemas em outras empresas. A ponta do iceberg parece ótima — mas o que há por baixo?
As ações americanas continuam atraindo investidores. Segundo pesquisa do Bank of America, os gestores de ativos mantêm a maior posição comprada em ações desde fevereiro. Ainda assim, 58% dos entrevistados acreditam que as ações dos EUA estão sobrevalorizadas, um recorde.
Doze por cento apontam a guerra comercial global como o maior risco para o S&P 500, contra 80% registrados em abril. Vinte e seis por cento se preocupam com a inflação, enquanto 24% temem que a possível perda de independência do Fed, sob pressão do presidente Trump, enfraqueça ainda mais o dólar americano. Em outras palavras: quando chove, transborda.
O fortalecimento do índice do dólar entre 2022 e 2024 deixou as ações de mercados emergentes para trás. Agora, com o enfraquecimento da ideia de excepcionalismo americano e a queda do dólar, os mercados emergentes podem voltar a ganhar força.
Os investidores estão cada vez mais investindo no México e no Brasil, e de olho na Ásia. Sem proteção contra a desvalorização do dólar americano, investir nos EUA é arriscado.
Há um paralelo com o Japão durante a política das "Três Flechas" de Shinzo Abe, quando o iene perdeu 50% de seu valor nos primeiros três anos. Donald Trump pressiona por uma reforma ainda mais radical do sistema, o que não é um bom presságio para o dólar.
Tecnicamente, o gráfico diário do S&P 500 mostra uma tendência de alta consistente. Os principais suportes estão próximos ao conjunto de níveis pivôs em torno de 6.570 e às médias móveis próximas de 6.500. Uma recuperação a partir dessas zonas indicaria oportunidades para iniciar ou ampliar posições compradas no índice.
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