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O Bitcoin encerrou o quarto mês consecutivo no vermelho, configurando a mais longa sequência de perdas desde 2018. Desde os máximos históricos registrados em outubro, o par BTC/USD já recuou quase 40%. Se o histórico servir de referência, novos picos em 2026 parecem improváveis. Após a máxima de 2021, a criptomoeda levou 28 meses para recuperar as perdas; depois da bolha de 2017, foram necessários cerca de três anos para retornar àqueles níveis.
Diferentemente de recessões anteriores, provocadas por colapsos nos mercados acionários ou outros choques sistêmicos, o Bitcoin agora sofre com a ausência de compradores, de impulso e de confiança. As redes sociais seguem estranhamente silenciosas. O otimismo praticamente desapareceu.
Dinâmica da volatilidade nos metais preciosos e no Bitcoin
O BTC/USD não encontra sustentação no fato de os índices acionários dos EUA estarem próximos de máximas históricas, sinal de forte apetite global por risco, nem em um dólar americano enfraquecido, a moeda na qual o ativo digital é cotado. O colapso dos metais preciosos tampouco ajudou. A rotação de capital para ouro e prata, em meio ao aumento da volatilidade nesses mercados, foi apontada como uma das principais razões para a queda do interesse dos investidores em Bitcoin e a consequente pressão sobre os preços.
E o cenário pode piorar. Após a saída de investidores de varejo, as instituições tendem a seguir o mesmo caminho. A queda do BTC/USD abaixo dos níveis médios aos quais a Strategy (o fundo) adquiriu tokens acende um sinal de alerta para uma possível aceleração das vendas — especialmente às vésperas da divulgação dos resultados do quarto trimestre da empresa. Desde suas máximas históricas, as ações do fundo já recuaram 70%, e os próximos movimentos permanecem incertos.
Michael Saylor, por sua vez, tenta reacender o interesse dos investidores ao afirmar que Kevin Warsh seria o presidente do Fed mais favorável ao Bitcoin. De fato, o ex-integrante do FOMC já declarou que os tokens não são necessariamente prejudiciais e não competem com o dólar; ao contrário, podem funcionar como um indicador da eficácia das políticas governamentais.
Na prática, porém, o que antes era visto como um fator positivo para o BTC/USD passou a atuar como um elemento negativo. Por anos, o Bitcoin foi comprado como um ativo politicamente neutro, independente das decisões da Casa Branca. Desde o retorno de Donald Trump ao poder, a criptomoeda passou a ficar atrelada ao cenário político, perdendo sua neutralidade, o que ajuda a explicar a diminuição do interesse e a migração de capital para o ouro.
Dinâmica das quedas do BTC
Até onde a criptomoeda pode cair? Com base em episódios anteriores, a queda pode variar entre 25% e 50%, o que levaria o preço a níveis abaixo de 40.000. Esse cenário tende a assustar os entusiastas das criptomoedas. A última vez que o ativo foi negociado próximo a esse patamar foi no outono de 2023.
Do ponto de vista técnico, o gráfico diário do BTC/USD indica a continuidade da tendência de baixa de médio prazo. As posições vendidas abertas a partir de 90.400, dentro de um padrão de movimento falso e reversão, conhecido como fakeout and dump, e escalonadas a partir de 85.000, devem ser mantidas. Os níveis-alvo para a queda situam-se em 70.000 e 60.000.0.
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