Condições de Negociações
Ferramentas
O par EUR/USD conseguiu se recuperar a partir do desequilíbrio de alta 12 e reverteu a favor da moeda europeia, conforme eu havia alertado anteriormente. Com isso, os traders receberam mais um sinal de compra, o que lhes permitiu abrir posições de compras no mercado.
No entanto, o cenário para os touros já não é tão favorável hoje quanto vinha sendo nos últimos dias. Há poucas horas, foram divulgados os dados do mercado de trabalho e da taxa de desemprego dos Estados Unidos. A grande maioria dos participantes — cerca de oito em cada dez traders — esperava, no máximo, números neutros, próximos das projeções.
O relatório, porém, trouxe uma surpresa totalmente inesperada. O número de novas vagas criadas em janeiro alcançou 130.000, muito acima das expectativas de mercado, que giravam em torno de 70.000. Além disso, a taxa de desemprego recuou de 4,4% para 4,3%, movimento que não estava no radar dos analistas.
Como consequência, os ursos receberam um forte e inesperado suporte fundamental, ganhando fôlego para lançar sua própria ofensiva no mercado.
No momento, passou tempo insuficiente desde a divulgação dos relatórios dos EUA para determinar quanto o dólar irá fortalecer e, consequentemente, até que ponto o EUR/USD vai cair. Ontem avisei que ocorrem situações em que o pano de fundo noticioso não coincide com a imagem técnica. Surge um conflito em que apenas um dos lados pode prevalecer. Por isso, agora é importante entender se os touros manterão a iniciativa. O desequilíbrio 12 continuará a funcionar como zona de suporte, e sua invalidação sinalizaria o início de uma ofensiva baixista.
Por enquanto, a imagem técnica continua a sinalizar domínio dos touros. A tendência de alta permanece intacta. Formou‑se um sinal altista no desequilíbrio 11 e, mais tarde, apareceu outro sinal altista no desequilíbrio 12. Assim, os traders podem manter posições longas abertas. Hoje ou amanhã, o desequilíbrio 12 pode ser invalidado, o que interromperia temporariamente o avanço altista, mas eu não me apressaria a tirar conclusões.
Como esperado, o pano de fundo noticioso de quarta‑feira impactou o mercado. Contudo, não são os relatórios em si que movem preços, e sim os traders. O que importa agora é saber se a alta do dólar será forte e sustentada ou se a reação do mercado aos robustos dados de Nonfarm Payrolls e desemprego será de curta duração.
Os touros têm tido motivos mais do que suficientes para uma nova ofensiva nos últimos seis a sete meses, e a cada semana esses motivos só aumentam. Entre eles estão a perspectiva dovish (de qualquer forma) da política monetária do FOMC, a política geral de Donald Trump (que não mudou recentemente), o confronto EUA–China (onde houve apenas uma trégua temporária), os protestos públicos nos EUA contra Trump sob o slogan "No kings", a fraqueza do mercado de trabalho, o "shutdown" de outono (que durou um mês e meio) e uma nova paralisação no início de fevereiro. Tudo isso aliado a uma agressão militar dos EUA contra certos países, os processos criminais contra Powell, a "confusão da Groenlândia" e o agravamento das relações com Canadá e Coreia do Sul. Na minha opinião, portanto, novo crescimento do par seria inteiramente lógico.
Ainda não acredito em uma tendência baixista. O histórico de notícais continua extremamente difícil de interpretar a favor do dólar, por isso não tento fazê‑lo. A linha azul mostra o nível de preço abaixo do qual a tendência de alta pode ser considerada encerrada. Os ursos teriam de empurrar o preço para baixo cerca de 460 pontos para alcançá‑la, e considero essa tarefa irrealista diante do atual pano de fundo noticioso e da imagem técnica, na qual não se formou nenhum padrão baixista. O alvo de alta mais próximo para o euro era o desequilíbrio baixista em 1,1976–1,2092 no gráfico semanal, formado em junho de 2021. Esse padrão já foi totalmente preenchido. Acima dele, identificam‑se dois níveis — 1,2348 e 1,2564 — que correspondem a dois picos no gráfico mensal.
Calendário Econômico para os EUA e a Zona do Euro:
No dia 12 de fevereiro, o calendário econômico traz dois eventos, e não considero nenhum deles relevante. O impacto do noticiário econômico sobre o sentimento do mercado na quinta-feira pode ser fraco.
Previsão e dica para negociar o par EUR/USD:
Acredito que o par continua em processo de formação de uma tendência de alta. Apesar de o cenário de notícias favorecer os compradores, os vendedores lançaram ataques repetidamente nos últimos meses. No entanto, não vejo razões realistas para o início de uma tendência de baixa sustentada.
A partir dos desequilíbrios 1, 2, 4, 5, 3, 8 e 9, os traders tiveram oportunidades de comprar o euro. Em cada caso, observou-se certa valorização, e a tendência de alta foi mantida. Na semana passada, formou-se um novo sinal de alta no desequilíbrio 11, permitindo novamente a abertura de posições de compras com alvo em 1,1976, qeu inclusive já foi alcançado. Nesta semana, outro sinal de alta surgiu no desequilíbrio 12, oferecendo aos traders uma nova oportunidade de compra do par. Os alvos formais são 1,2348 e 1,2564.
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