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Nas últimas duas semanas, o ouro oscilou dentro de uma faixa próxima a US$ 5.000 por onça. A semana começou com uma queda até US$ 4.850, seguida de uma recuperação gradual até US$ 5.030. O metal precioso mostrou resiliência, apesar da retórica hawkish do FOMC, do fortalecimento do dólar americano e da alta dos rendimentos dos Treasuries.
Os riscos geopolíticos parecem sustentar a procura, à medida que parte dos investidores posiciona o ouro como hedge contra a volatilidade dos mercados. Na quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu o Irã de que o país dispõe de 10 a 15 dias para chegar a um acordo sobre o seu programa nuclear, sob pena de enfrentar o que descreveu como "consequências verdadeiramente severas". Em resposta, o Irã comunicou ao secretário-geral da ONU, António Guterres, que não procura a guerra, mas não tolerará agressões e considerará alvos legítimos todas as bases e ativos inimigos na região. Essa escalada eleva o risco de confronto militar e de um conflito regional mais amplo no Médio Oriente, reforçando o ouro como ativo de refúgio e contribuindo para ganhos moderados no final da semana.
Persistem, ainda, preocupações quanto a uma possível mudança do FOMC para um afrouxamento mais agressivo da política monetária após a troca na presidência do Federal Reserve em maio. Esse fator cria um pano de fundo de alta de curto prazo, sobretudo com os preços ainda cerca de 13% abaixo das máximas. Desde o início de fevereiro, observa-se a formação de uma estrutura de mínimas ascendentes, sinalizando renovada atividade compradora.
Por outro lado, as atas da reunião de janeiro do FOMC indicam que o banco central dos EUA não tem pressa em cortar as taxas; alguns membros chegaram a discutir a possibilidade de elevação dos juros caso a inflação não arrefeça. Os dados do mercado de trabalho dos EUA seguem a mostrar resiliência, e, combinados com comentários hawkish de dirigentes do Fed, levaram os mercados a reduzir as apostas num afrouxamento agressivo. O ajuste nas expectativas de taxas fortaleceu o dólar, que atingiu nova máxima semanal, limitando o potencial de alta do ouro e exigindo maior cautela por parte dos compradores.
Assim, um cenário de continuação da alta exigiria uma consolidação convincente acima de US$ 5.100.
Vale notar, ainda, que o quadro atual guarda semelhanças com 2011, quando ocorreram várias tentativas frustradas de retomar a tendência de alta do metal precioso. Naquele período, uma queda superior a 20% no final de 2011 e em 2012 foi seguida por uma recuperação de 75%, mas foram necessários nove anos para estabelecer um novo recorde. Um nível de resistência comparável hoje situa-se em torno de US$ 5.400, embora US$ 5.100 continue a representar uma barreira relevante.
Apesar disso, os osciladores no gráfico diário permanecem positivos. O histograma do MACD encontra-se em declínio, sinalizando perda de impulso de alta, mas os compradores ainda mantêm alguma força no mercado.
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