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Enquanto isso, com o dólar americano em alta frente aos ativos de risco, os ministros das Finanças e os presidentes dos bancos centrais do G7 se reuniram hoje em Paris para um encontro que corre o risco de entrar para a história logo nas primeiras horas — não tanto pelas decisões tomadas, mas pela magnitude dos problemas para os quais ainda não há soluções.
Pela primeira vez desde a fundação do G7, não apenas ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais, mas também ministros da Energia e representantes da International Energy Agency reúnem-se na mesma sala. Esse formato ampliado é um sinal claro de que a crise econômica e energética gerada pela guerra dos EUA e de Israel contra o Irã tornou-se tão interdependente que já não faz sentido tratá-la de forma separada por diferentes ministérios.
Brasil, Índia, Coreia do Sul e Quênia foram convidados como países observadores — nações que representam uma parcela substancial da produção global, do consumo de energia e dos minerais críticos. A presença desses países envia uma mensagem inequívoca de que Paris está sendo vista como uma plataforma para a construção de uma ampla coalizão, e não apenas como um espaço de diálogo interno do Ocidente.
Vale destacar que a cúpula começa em um momento de tensão aguda: menos de 24 horas antes do encontro, Donald Trump publicou nas redes sociais que "o relógio está correndo" para o Irã. A Axios informou que, na terça-feira, ele realizará uma reunião na Sala de Situação para discutir opções militares. Nesse contexto, a divergência entre o tom diplomático adotado em Paris e a retórica mais agressiva de Washington torna-se uma das principais narrativas da cúpula.
A guerra com o Irã e o Estreito de Hormuz — principal tema do encontro — foi abordada na véspera da cúpula pelo ministro francês Lescure, que descreveu a dimensão dos danos: entre 30% e 40% da capacidade de refino no Golfo Pérsico foi danificada ou destruída, enquanto 17% da capacidade de produção de gás permanece fora de operação — com recuperação estimada em cerca de três anos. Não se trata apenas de uma crise temporária de oferta, mas de uma ruptura estrutural cuja recuperação será medida em anos, e não em semanas.
O ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil, afirmou em Berlim que o G7 é o fórum adequado para discutir soluções para a guerra com o Irã, que, juntamente com o bloqueio do Estreito de Hormuz, representa uma séria ameaça à economia global. "Nosso caminho como europeus continua claro: apostamos na cooperação, não na confrontação", declarou, destacando a necessidade de independência europeia em matérias-primas, energia e cadeias de suprimentos.
O presidente do Eurogrupo, Kostas Pierrakakis, foi ainda mais direto: "A reabertura do Estreito de Hormuz e o fim do conflito são de importância primordial para reduzir os impactos econômicos."
A ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, também afirmou durante o fim de semana que defenderá "ações coordenadas para limitar a inflação, reduzir a pressão sobre as cadeias de suprimentos e restaurar a liberdade de navegação pelo Estreito de Hormuz".
Os Estados Unidos, por sua vez, adotam uma postura diferente. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, em reunião com Lescure pouco antes da cúpula, discutiu minerais críticos no contexto da presidência francesa do G7 e pediu diretamente a Paris que lidere os esforços da União Europeia para pressionar o Irã a encerrar a "ameaça desestabilizadora". Washington considera que a guerra está próxima do fim e espera apoio político dos aliados — mas não mediação.
Os desequilíbrios globais e as tensões comerciais também devem ocupar posição central na agenda de Paris.
Outro tema importante será o resultado da cúpula Trump–Xi, realizada em Pequim entre 14 e 15 de maio, que terminou com declarações amistosas, mas quase sem acordos concretos. Os ministros do G7 aguardam dos americanos uma explicação mais detalhada sobre o que os líderes das duas maiores economias do mundo efetivamente acordaram — ou deixaram de acordar.
Enquanto isso, os mercados continuam reagindo. O rendimento dos títulos do Tesouro americano de 30 anos alcançou 5,121%, próximo da máxima em um ano; os títulos britânicos de 30 anos giram em torno de 5,8%, nível não visto desde o fim da década de 1990. Os títulos do governo japonês também seguem sob pressão persistente.
Uma alta sincronizada dos rendimentos em vários países é um fenômeno raro e preocupante. Isso sinaliza que os mercados estão precificando o mesmo cenário: inflação persistente, adiamento dos cortes de juros e governos obrigados a captar recursos a taxas elevadas. Esse ambiente tende a favorecer o fortalecimento do dólar americano no curto prazo.
Quanto ao cenário técnico atual do EUR/USD, os compradores precisam agora concentrar-se na conquista do nível de 1,1640. Somente isso permitirá buscar um teste da região de 1,1675. A partir daí, uma alta até 1,1700 torna-se possível, embora esse movimento seja bastante difícil sem o apoio dos grandes participantes do mercado. O alvo mais distante permanece na máxima de 1,1725. Em caso de queda, espero alguma atuação mais significativa dos grandes compradores apenas na região de 1,1610. Se não houver reação nesse nível, será mais prudente aguardar uma nova mínima em 1,1600 ou considerar posições compradas a partir de 1,1580.
Já no cenário técnico do GBP/USD, os compradores da libra precisam superar a resistência mais próxima em 1,3340. Só então será possível mirar a região de 1,3380, acima da qual o rompimento tende a ser mais difícil. O alvo mais distante permanece na área de 1,3410. Se o par voltar a cair, os vendedores tentarão assumir o controle na região de 1,3310. Caso consigam, o rompimento dessa faixa poderá representar um golpe importante para os compradores, empurrando o GBP/USD para a mínima de 1,3280, com possibilidade de extensão até 1,3250.
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