Condições de Negociações
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O peso da Argentina se fortaleceu para além de 1.400 por dólar americano, mesmo com a guerra envolvendo o Irã abalando os mercados globais. Foi uma de apenas duas moedas de mercados emergentes a se valorizar frente ao dólar em março, contrariando uma ampla onda de vendas em moedas do mundo em desenvolvimento. Após mais de uma década de fraqueza persistente, a reversão está sendo impulsionada por exportações agrícolas robustas, aumento dos embarques de energia a partir da bacia de xisto de Vaca Muerta e maior captação em dólar por empresas locais, incluindo uma série recente de emissões de títulos internacionais. As entradas sazonais da colheita e os preços elevados de commodities estão impulsionando a receita de exportação, fazendo o superávit comercial da Argentina aumentar de forma acentuada no início do ano. Controles de capital rígidos também estão contendo saídas especulativas, vinculando o peso mais de perto aos fluxos comerciais subjacentes. Um apoio adicional vem do acesso renovado aos mercados de capitais globais, o que está ajudando o banco central a reconstruir as reservas de câmbio. Ainda assim, os riscos permanecem: a inflação continua teimosamente alta e os spreads dos títulos soberanos estão se ampliando, lançando dúvidas sobre por quanto tempo a nova força do peso poderá ser sustentada.